terça-feira, 2 de junho de 2015

UMA VISITA AO PRONTO SOCORRO DA SANTA CASA DE BAGÉ. Otávio Martins Amaral



  UMA VISITA AO PRONTO SOCORRO DA SANTA  CASA DE BAGÉ.

Otávio Martins Amaral




Lá pelas quatro (dezesseis), 12/05/2015, falei com a minha irmã, Neyva. O Ricardo largaria o serviço, aí pelas cinco e viria para irmos até ao Pronto Socorro. Chegamos lá às dezoito horas. De cara um funcionário (simpático, pareceu-me, competente, chamou pelo meu nome e fez o que eles chamam de triagem. Oxímetro na ponta do dedo. Já acusava, também, o batimento: 100. Ele explicou: quanto menos oxigênio, aumenta o batimento cardíaco, O oxímetro acusava 88. Verificou a pressão, disse que estava ótima, 12 x 8. A febre, quase me assustei, apontou uma pistola (de plástico) mandou uma luzinha azul, 36 e pouco, ótima, a temperatura. Novas tecnologias. Logo a seguir, me encaminhou para o oxigênio e para o médico. Dr. Elói. Mandou mais um medicamento, pela veia, na mão, duas horas e meia, sumiu. Era horário da troca de plantão. Ficou outro para fazer, depois, a avaliação, sumiu. Tinha dois mais novos por ali, sumiram. O Ricardo falou com a enfermeira, pelo procedimento, outro médico, já que os outros haviam sumido, faria a avaliação pelo que fui medicado. Sorte minha, que os outros haviam sumido.

Apareceu, como por encanto, uma médica, jovem, acho que foram buscá-la lá não sei onde. Eu era o segundo. Ela disse, ou perguntou: “E, agora, depois da medicação, está melhor?”. Nem cheguei a responder e ela disse: “Vamos fazer uns Raios X. Mais essa! Fui até os Raios X. Um rapaz muito simpático e, me pareceu, bom profissional, mais três mulheres, muito bonitas e jovens. Eu parecia um rei. Quando cheguei à recepção, novamente, a funcionária comentou: Raios X, que rápido! Respondi, brincando, lá eles trabalham, são rápidos. Ela retrucou, nós também trabalhamos. Pensei. É, os médicos é que sumiram. Ela tinha razão.

Fui reencaminhado para a médica que apareceu não sei de onde. Ela fez um curativo no dedo de um senhor e começou a chamar. Pela segunda vez, já havia feito os Raios X, pensei que era à moda antiga. A minha radiografia já estava no computador, ao lado dela. Ela disse, é o senhor está com um começo de pneumonia, vou lhe receitar dois medicamentos. Um antibiótico e um corticóide. Por sorte o Ricardo já estava de volta, passamos na farmácia, compramos os remédios e fui pra casa.

Pensando bem, depois, ela, a médica, a Joyce, fora providencial, me mandando  fazer os tais de Raios X. Pensei em pedir um beijo pra ela. Não beijo de amor. Beijo de amizade. Amizade à primeira vista. Ela disse, antes dos Raios X, que eu estava, ainda, ófegante (foi assim mesmo que ela falou) e, por isso, o tal de Raios X. Rápidos como eles só. Ela, ótima médica. O rapaz e as meninas, pelo jeito, eram os derradeiros Raios-xiqueiros, novas tecnologias vão surgindo e...

Estou tratando de um princípio de pneumonia. A sorte é que os médicos, todos, haviam sumido. Sorte é pra quem tem.




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